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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Entrevista com Nuno Pereira



Dia 28 Maio na Radio Baia, Nuno Pereira vai dar a Primeira entrevista para a comunicação social sobre a travessia.
No programa Jogo Limpo, entre as 21 horas e as 24 horas, para quem quiser seguir esta entrevista basta clicar aqui.

sábado, 22 de maio de 2010

TENDA

ÓSCARNABOR, Empresa conceituada na área de mobiliário de casa de banho patrocina em grande esta aventura. Entre várias coisas financiadas pela ÓSCARNABOR, esta será a tenda que poderá ser vista durante o mês de Julho em algumas praias Portuguesas.


Sem dúvida uma grande aquisição na medida que se trata de uma tenda muito leve e compacta, podendo assim poupar espaço, um "bem" escasso e precioso.



Obrigado ÓSCARNABOR

segunda-feira, 17 de maio de 2010

ACÇÃO DE SALVAMENTO

Nuno Pereira e Rui Calado salvaram ontem um Ganso Patola da morte certa.
Numa saída de mar organizada pelos fóruns Amigos da Pagaia e Curte a vida, realizada entre Sesimbra e Arrábida, Henrique, um dos elementos do grupo, viu um Ganso Patola em grandes dificuldades, quando se navegava entre as falésias e as rochas. Uma rede fortemente enrolada no bico impedia o animal de se alimentar e consequentemente de sobreviver.
Todo o grupo presente no local se aprontou de imediato para ajudar aquela ave. O Ganso, muito agitado, ofereceu alguma resistência na sua captura, mas acabou por ser salvo depois de Nuno e Rui terem optado por sair dos kayaks para cima das rochas em pleno mar.



Ao fim de algum tempo o Ganso ficou finalmente livre. Depois de se ter visto uma ave muito assustada e a lutar pela vida, foi com muita alegria que se viu o animal ficar calmo e a nadar lado a lado com os kayaks. Parecia ter perdido todo o medo e nadou perto dos seus salvadores como sinal de agradecimento.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

UMA AUTONOMIA EM GRANDE


A expedição consiste em percorrer em kayak de mar a totalidade da distância que separa Caminha – no Minho – de Vila Real de Sto. António – no Algarve - navegando sempre em autonomia e com a costa à vista, vindo a terra apenas ao final do dia para pernoitar.


Rui Calado e Nuno Pereira vão tentar percorrer os cerca de 900 km de toda a costa Portuguesa, de norte a sul. Um percurso exigente que nos irá confrontar com algumas dificuldades, para as quais temos que estar bem preparados.

DESAFIO

O maior desafio de todos será...
... certamente mantermos o auto-controlo e espírito positivo frente a todas as adversidades.

No nosso caminho para sul teremos que enfrentar os elementos meteorológicos, como calor, marés contrarias, ventos fortes, zonas de falésia sem local para acostar, ondulação forte, etc.

Em alguns dias não será mesmo possível entrar no mar, noutros o difícil será sair…

EQUIPAMENTO

Quem vai para o mar…
A lista de equipamento para uma expedição destas características é extensa, mesmo quando se tem uma grande limitação de espaço para carga.

Começando pelos kayaks e pagaias em carbono, equipamento para remar, sacos estanques, equipamento para acampar e cozinhar, filtros de água, reservas de água, comida liofilizada, barras energéticas e vitaminas, equipamento de caça submarina e pesca, primeiros socorros, roupa, equipamento fotográfico, equipamento de comunicação, de emergência, peças sobressalentes, etc., etc.

A lista é efectivamente longa e há muitos pormenores que têm que ser estudados, as marcas e modelos dos equipamentos bem ponderados, pois iniciar uma expedição com equipamentos menos bons é um passo largo na direcção do insucesso.

Com tudo isto, o peso dos nossos kayaks rondará os 100 kg, sem contar com o nosso peso.

A alimentação será baseada em peixe - pescado à linha e caça submarina - complementada com comida desidratada, barras energéticas e vitaminas que transportaremos no kayak.

As pernoitas serão em tenda em praias e outros locais junto ao mar.
A energia eléctrica utilizada nos equipamentos de comunicação, de imagem e emergência será exclusivamente fotovoltáica, ou seja, energia solar.

Todos os detergentes usados para lavagens e higiene pessoal serão biodegradáveis.

Para nos mantermos na rota certa teremos uma bússola, cartas náuticas e GPS à prova de água com o mapa da nossa costa. Estes instrumentos de navegação vão-nos permitir definir, a cada etapa, a zona exacta onde devemos acostar para mais uma noite.

Em caso de emergência, teremos um espelho reflector, flares, telemóvel e rádio VHF.

PERCURSO

O percurso entre Caminha e Vila Real de Santo António irá ser realizado usando exclusivamente meios de propulsão naturais: remada e correntes.

A média de distância diária percorrida que iremos tentar manter vai ser de 40 km, sendo que o ritmo irá depender muito das correntes, ventos, meteorologia e até do nosso estado físico e psicológico.

Mantendo esse ritmo demoraremos cerca de 25 dias a percorrer a distancia, ou seja, pouco menos de 1 mês. Nesta média não estão incluídos dias de descanso, nem outras paragens motivadas por condições adversas do mar nem outros problemas técnicos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

IBIZA (EIVISSA)


Em Agosto de 2010 será a vez da volta a Ibiza, organizado por elementos do fórum Curte a Vida.

Será mais uma "grande" travessia.
Com cerca de 200 km, fica cumprida a circum-navegação a esta popular ilha espanhola e já por águas internacionais.

Em ritmo de passeio, a ideia é mesmo curtir uma boas férias de verão em cima dos kayaks. O destino, conhecido por oferecer muita animação na época estival, promete acima de tudo muita diversão.

Será, claro, um objectivo que só será concretizado se a Travessia de Portugal for concluída a tempo de partir com o grupo.

domingo, 4 de abril de 2010

1º Teste de mar ao C-TREK




Entregue recentemente, o C-TREK de treino e também suplente para a travessia, fez hoje o seu primeiro teste em mar.
Juntamente com alguns elementos do forum Kayademarpt foi hoje feita a travessia Arrábida/Sesimbra/Arrábida.
Num dia com algum vento, umas vezes a favor outras contra, o C-TREK provou ser um grande kayak de mar.

sábado, 20 de março de 2010

Entrevista com Rui Calado

Rui Calado, um dos maiores kayakers Portugueses juntou-se a esta aventura. Com um currículo invejável era importante saber a opinião dele.

JM- O que te leva aderir a este Projecto?

RC- Já tinha esta ideia há muito anos, acho que já deve ter passado pela cabeça de todos os que fazem kayak de mar... é o mínimo que se pode fazer, conhecer toda a nossa costa Portuguesa.

No entanto, por uma razão ou por outra sempre fui adiando. Estive para o fazer a solo há dois anos e meio, mas depois outros projectos que estavam a decorrer foram ocupando lugar e não sobrou tempo para esse. Na altura chamava-se “Portugal de Ponta a Ponta” e incluía a descida do rio Minho, toda a costa Portuguesa e depois no final a subida do Guadiana até onde desse...

Quando o Nuno me contactou para o apoiar achei que o devia apoiar fora e dentro de água eh eh eh... foi um bom pretexto para tentar concretizar a travessia agora.

JM- Já participaste em projectos semelhantes?

RC- Já fiz uma boa parte da nossa costa, mas às prestações, ou seja, em percursos de 1 dia, autonomias de 2 dias, de 3 ou 4. Mas nunca tudo de seguida...

Já fiz autonomias relativamente longas não em mar mas em rio de águas bravas, a maior que fiz foi de 12 dias, sem apoio de nenhuma espécie, levávamos tudo o que era preciso para um grupo de 10 ou 12 pessoas. E num local muito mais remoto e isolado do que a costa Portuguesa...
Se acontecesse algo a aldeia mais próxima seria 1 dia a pé e desta mais 2 ou 3 dias até à estrada mais perto... ao pé disso esta autonomia parece-me mais simples...

JM- Na tua opinião quais são as maiores dificuldades que pensas que vão enfrentar?

RC- A maior dificuldade será certamente mantermos o autocontrolo e espírito positivo frente a todas as adversidades.
No caminho para sul teremos que enfrentar os elementos: calor, marés contrárias, ventos fortes, zonas de falésia sem local para acostar, ondulação forte, etc. Nalguns dias não será mesmo possível entrar no mar, noutros o difícil será sair…
Teremos de escolher bem os locais para pernoitar pois mesmo em Julho pode haver ondulação forte nalgumas praias. Teremos também de manter sempre uma boa reserva de água porque vai estar bastante calor e temos de ingerir muitos liquidos e precisamos dela também para cozinhar ao fim do dia.

JM- Existe em ti algum medo em particular ou pensas que irão surgir momentos de medo?

RC- Medo não me parece, mas respeito pelo mar claro. De um momento para o outro pode virar e as condições ficarem um pouco mais agitadas. Mas se formos bem preparados para isso saberemos o que fazer... Já passei pela experiência de ter de sair do mar numa praia bastante batida, com quebra coco, com ondulação bastante grande e com o kayak pesado... temos de estar bem concentrados e escolher o timing certo para não fazermos o milagre da multiplicação dos kayaks e ficar com 2 em vez de 1

JM- Qual será a maior recompensa que pensas tirar deste projecto?

RC- Muitas e diferentes: concretizar um projecto antigo, ficar a conhecer toda a costa, todas as praias, baias e cabos, andar um mês ao sabor do vento, das marés, das estrelas e das ondas. E ficar também 1 mês longe dos computadores e telemóveis... ufffff.

JM- Pensas ser possível a sua concretização em 30 dias?

RC- Se Neptuno estiver do nosso lado e não tivermos nenhum problema técnico ou lesão, sim, acho que entre 20 dias e 1 mês chegam para o concretizar.

JM- A travessia vai ser feita em autonomia. A logística para isso é mais complicada?

RC- Sim e não. A logística é mais complicada do ponto de vista do que temos de carregar nos kayaks, apesar de estarmos “em casa”. Temos que levar fogão, tachos, panelas e talheres, tenda e saco cama, etc etc. Mas em qualquer lado podemos parar e ir a um supermercado reabastecer, não vamos estar num local remoto.
Mas em compensação, temos mais liberdade para escolher os locais onde parar para a noite, pois não temos nenhum compromisso. Se tivermos apoio por terra teríamos de parar em locais onde chegasse pelo menos um carro para nos recolher.
Assim podemos escolher locais menos frequentados e mais isolados para poder cozinhar, pescar e dormir sem curiosos à volta... alem de que não ia “saber” a uma verdadeira autonomia... chegar à noite e dormir com um tecto não nos deixa tão sintonizados com a natureza, que é uma das coisas que precisamos de estar para perceber como vai estar o vento, a ondulação, etc. E é também isso que faz desta ideia uma experiência especial e não uma soma de milhas em kayak...

JM- Muitas pessoas se irão juntar a vocês em algumas etapas. Queres deixar algum conselho?

RC- Apenas deixar o convite que todos serão bem vindos a pagaiar umas milhas connosco e partilhar pelo menos uma “fatia” desta aventura.